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ISCE Douro nas celebrações do Dia da Escrita à Mão em Felgueiras

No passado dia 25 de janeiro, a autarquia felgueirense decidiu assinalar o Dia da Escrita à Mão, com o objetivo de recordar e perpetuar a “arte” da escrita manual.

O evento teve lugar na Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras, pelas 15 horas, e principiou com uma conferência proferida por três académicos de áreas muito diversas: a Professora Doutora Maria José Azevedo Santos, da área da paleografia, o  Mestre Afonso Henrique Sousa, especialista em grafoanálise, e a Professora Doutora Joana Rafael, do ISCE Douro, que apresentou a palestra intitulada “Escrita ‘automática’ e a caneta ‘inteligente’: simbioses programadas entre homem e computador”. A primeira palestrante falou sobretudo dos primórdios da escrita e das mudanças introduzidas pela imprensa e, o segundo, da ciência que permite, através da análise da caligrafia, traçar um perfil psicológico do seu executor. Num contraponto de modernidade, Joana Rafael dissertou sobre os dispositivos digitais que permitem uma suposta escrita “inteligente” ou “automática”, e sobre os limites e potencialidades que ela representa para a criatividade e a expressão individual. No final das apresentações, decorridas num ambiente descontraído e perante uma plateia maioritariamente constituída por professores, gerou-se um debate muito estimulante e participado sobre esta viagem desde a escrita analógica até à digital, entre passado, presente e futuro.

Esta cerimónia foi seguida de uma homenagem à Dª. Cremilde Ribeiro da Cunha, a professora primária mais velha do concelho, com 100 anos, que é também avó de uma docente do ISCE Douro. Para finalizar, foi apresentada publicamente a gala de homenagem ao Professor Primário, pelo seu papel como “principal impulsionador da escrita à mão”, que irá decorrer no final do ano letivo 2019/2020.

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