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Docentes de Desporto publicam novo artigo científico internacional

Os docentes do Departamento de Desporto do ISCE Douro, Prof. Doutor Pedro Forte e Prof. Doutor Jorge E. Morais, acabam de publicar o artigo científico, “Analysis of Cyclist’s Drag on the Aero Position Using Numerical Simulations and Analytical Procedures: A Case Study”.

O artigo da autoria dos docentes do ISCE Douro em parceria com outros investigadores nacionais e internacionais teve como objetivo analisar o arrasto de um ciclista na posição aero através de simulações numéricas e modelos analíticos, fornecendo alternativas para avaliações rápidas e precisas para avaliação do arrasto.

Resumo:

A resistência que atua num ciclista é uma grande preocupação entre ciclistas, treinadores e analistas. A maioria dos métodos de teste exige treino e especialização prévia ou equipamento caro e procedimentos demorados. Por outro lado, os modelos analíticos são mais acessíveis e as simulações numéricas são perfeitas para manipular e controlar inputs. O objetivo deste estudo de caso foi comparar o arrasto de um ciclista na posição aero, usando simulação numéricas e procedimentos analíticos. Um ciclista de elite do sexo masculino (65 kg de massa e 1,72 m de altura) voluntariou-se para participar neste estudo. O ciclista usava seu equipamento de competição, capacete e bicicleta. Um modelo tridimensional da bicicleta e do ciclista na posição aero foi obtido para executar as simulações numéricas. A dinâmica computacional de fluidos (CFD) e um conjunto de procedimentos analíticos foram realizados para avaliar o arrasto, a área frontal e o coeficiente de arrasto, entre 1 m/s e 22 m/s, com incrementos de 1 m/s. O T-teste e a regressão linear foram utilizadas para comparar, correlacionar e avaliar a concordância dos métodos. Não foram encontradas diferenças significativas (t = 2,826; p = 0,275) entre CFD e procedimentos analíticos. A regressão linear mostrou um ajuste muito alto para o arrasto (R2 = 0,995; p <0,001). No entanto, os valores de arrasto obtidos pelos procedimentos analíticos parecem estar sobrestimados, mesmo sem efeito (d = 0,11). Esses resultados sugerem que o arrasto pode ser avaliado usando um conjunto de procedimentos analíticos e CFD.

Esta é mais uma evidência da investigação em curso no NIDEF, do ISCE Douro.


Disponível para download aqui e em https://www.mdpi.com/1660-4601/17/10/3430/htm

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