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Prof. Doutor Rui Brito Fonseca participa no Congresso SciComPt 2021

Evento online realiza-se nos dias 23, 24 e 25 de junho

O Presidente do ISCE Douro, o Prof. Doutor Rui Brito Fonseca para além de ser membro da Comissão Científica no participar no Congresso SciComPt 2021, participou ontem no Congresso com a apresentação de uma comunicação intitulada “Cientistas loucos, poções e explosões” - Perceções dos alunos do 1º ciclo do ensino básico sobre o que é um cientista e onde trabalha.

Resumidamente a comunicação versa sobre:

Esta pesquisa vem na senda dos trabalhos realizados desde a década de 1950, do século passado (Kelly, 1985; Mead e Metraux, 1957; Steinke et al., 2007). O objetivo é, partindo da metodologia DAST (Draw a Scientist Test) (Chambers, 1983) e DAST-C (Finson, Beaver e Cramond, 1995), lançar um olhar sobre as perceções das crianças do primeiro ciclo do ensino básico sobre os cientistas em Portugal. Ambos os testes, solicitam às crianças que desenhem um cientista no seu laboratório.

Neste estudo exploratório, compararam-se duas escolas do ensino particular e cooperativo, com características socioeconómicas similares, mas geograficamente díspares, uma situada na capital do país num meio urbano consolidado, e outra no interior norte do país na cidade de Penafiel, numa zona dominada pela ruralidade, onde o povoamento se desenvolve de um modo disperso e com baixa densidade. Partimos da hipótese que a posição de origem geográfica  familiar das crianças e o seu capital social e cultural, podem ter um papel na sua perceção do que é um cientista e o seu trabalho, mesmo que os média e os videojogos, possam ter um papel de uniformizadores desta (Campbell, Shirley e Candy, 2004; Liben e Signorella, 1993). Para além disso, pretende-se aferir qual o papel que o género detém nas perceções e nos interesses futuros de carreira, sobretudo no caso dos elementos do sexo feminino (Eccles et al., 1983; Hammrich, 1997; Monhardt, 2003; Miller et al., 2006; Weisgram and Bigler, 2006) que como sabemos, no caso português, constituem a maioria do pessoal científico ao serviço, pois sabemos que as construções de género, funcionam como guiões mentais que auxiliam as crianças  a enquadrar o seu quotidiano (Schank e Abelson, 1977; Bem, 1993).

O congresso que termina amanhã, decorre através da plataforma comunicacional Hopin e o Programa do Congresso pode ser consultado aqui

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